quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem É Maior?

“aqui está quem é maior que o templo”. Mateus 12.6

O versículo acima cita uma frase dita por Jesus quando questionado sobre as práticas de seus discípulos no sábado (os discípulos estavam colhendo espigas e este tipo de trabalho não era permitido no sábado segundo os costumes religiosos da época). Neste momento Jesus faz uma crítica aos fariseus, pois os mesmos observavam as tradições religiosas minuciosamente, mas não eram capazes de observar as pessoas e suas necessidades. Hoje em dia não é tão diferente... Passamos a maior parte do tempo supervalorizando as tradições (ou práticas) religiosas e nos esquecemos de amar o próximo. Os princípios e valores que regem o mundo contem um veneno que transforma as pessoas em “robôs”, ou seja, pessoas mais frias e insensíveis. A religião, como construção totalmente humana, é um forte mecanismo para robotizar nossas práticas de fé. Sem a presença daquele que “é maior que o templo”, todo nosso esforço é em vão. Nós podemos construir um templo sem a ajuda de Deus, mas nunca conseguiremos amar e produzir a paz sem a presença reinante de Deus em nós. Portanto devemos nos perguntar: quem é maior em nossa vida, a tradição religiosa ou Jesus?

 Pr. Carlos Adrian

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pagando O Preço De Amar

“Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” 1ªJo. 3.18

Uma marca do nosso tempo é o discurso longe da prática. Muito se tem falado sobre amor, respeito, justiça, paz etc. Mas poucos são capazes de pagar o preço. Na teoria muitos sabem o que devem fazer, mas apenas alguns se apresentam para serem usados como agentes de transformação. Não me refiro aos poetas, políticos, instituições etc – esta observação é sobre a Igreja de Jesus nos dias de hoje. Jovens “praticantes de religião” não fazem muita diferença no mundo, pois uma fé meramente religiosa só é capaz de produzir discurso religioso. O mundo não precisa de mais discursos religiosos, o mundo precisa de pessoas que paguem o preço de amar. E qual seria esse preço? 1ª Coríntios 13.7 responde: sofrer, crer, esperar e suportar. Essas são as marcas de quem ama “em ação e em verdade”. Faço minhas as palavras de Madre Tereza de Calcutá: “não é o que você faz, mas quanto amor você dedica no que faz que realmente importa”.

 Pr. Carlos Adrian

sábado, 16 de outubro de 2010

Oração É Para os Fracos

“... pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” 2ª Co. 12:8b

Oração é para os fracos! Esta frase eu ouvi recentemente e trouxe muitas inquietações ao meu coração. Uma prática cristã que é essencial e ao mesmo tempo difícil de ser exercitada é a oração. Os próprios discípulos de Jesus não permaneceram “vigilantes” no momento mais angustiante do Mestre (Lucas 22.45-46). Ser uma pessoa de oração é reconhecer sua impotência diante de Deus. Assumir uma prática contínua de oração exige de nós uma renuncia: não quero ser forte! Porque? Porque enquanto nos sentimos fortes, não dependemos de Deus. Gostamos da sensação de poder e controle sobre a vida, por isso é tão difícil “orar sem cessar”. Na oração reconhecemos nossas fraquezas, mas permanecer neste reconhecimento não é interessante para o nosso ego. Toleramos nossas fraquezas por algum instante (talvez pela grande tristeza ou angustia que nos cerca), mas logo em seguida nos colocamos em posição de destaque – baixamos a guarda, deixamos de orar, esquecemos de quem nós somos diante de Deus. Oração é para os fracos, pois é na fraqueza que o poder de Deus se aperfeiçoa em nós!


Pr. Carlos Adrian
Paixão Pela Vida

A pessoa que sofre não apenas protesta contra o destino. Na verdade, sofre porque vive, e vive porque se interessa pela vida e porque ama. Quem não ama torna-se apático e não mais sofre. Vida ou morte são-lhe indiferentes. Quanto mais se ama mais se fica vulnerável. Quanto mais somos capazes de sofrimento tanto maior é a nossa capacidade para a felicidade. E vice-versa. Quanto mais nos dispomos à alegria, maior é a nossa capacidade para a tristeza. É o que chamaríamos de dialética da vida humana. O amor injeta vitalidade na vida, mas também nos faz mortais. Tanto a vitalidade da vida como a mortalidade da morte são experimentadas em conjunto através do interesse pela vida, que chamamos de amor.


Jurgen Moltmann